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Open Banking e Open Finance

O que é isso?

De forma clara e direta o Open Banking nada mais é do que a democratização dos dados dos clientes.

Mas o que isso quer dizer ???

Imagine a quantidade de informações a seu respeito que o seu banco possui.

Antes da implementação do Open Banking, imagine que toda essa informação era de “posse” do seu banco, só ele tinha acesso e conseguia utilizar dela no dia a dia. Com a vinda do Open Banking essas informações começam a ser de seu domínio, agora você cliente decide se quer compartilhar essas informações, e caso você decida que sim, outros bancos e outras empresas como fintechs começam a entrar na jogada e a usufruir dessa informação.


Mas pra que?

Bom, pense bem, hoje quando seu banco oferta um novo produto para você, ele possui informações valiosas para decidir o que ofertar, e tomar a decisão que faça mais sentido para ele, como por exemplo limite de credito, ou oferta de produtos.

Seu banco sabe se você possui uma casa, um carro, uma reserva para aposentadoria. Sabe se estes estão financiados, se você paga em dia ou atrasa, e outras tantas coisas que podem definir o que e quanto ele te oferece. O que facilita na hora de propor taxas mais atrativas ou até mesmo produtos mais específicos

E como isso funciona?

O Open Banking funciona basicamente com uma comunicação entre as empresas financeiras, e com a troca de informações entre estas, normalmente por meio de APIs.

Ou seja, a ideia do Open Banking é que a disponibilização de dados entre as empresas do ramo seja mais rápida, fácil e transparente.

Essa comunicação traz maior facilidade para os clientes, possibilitando melhores produtos, taxas e negociações.

E o que é o Open Finance ?

Nada mais do que a evolução do Open Banking, abrangendo mais ramos como plataformas de investimento, corretoras de seguro e fundos de pensão.


Agora vamos lá, como ligar isso com tecnologia?

Vamos começar pensando no movimento que o mundo vem sofrendo, de mudanças comerciais, onde o indivíduo não é mais parte do grupo, ou de um conjunto de categorias que o definem.

O que isso quer dizer? Bom quando estamos falando em modelo de negócios, e estratégia de marketing normalmente falamos em grupos, ou seja, o produto ou serviço lançado atinge um grupo, ou certo perfil.

Por exemplo, imagine um produto que atinge homens de 20 a 35 anos de classe média e com filhos. Isso é um conjunto de informações genéricas que até então vem ditando o comportamento de estratégias de marketing.

E o que isso tem a ver com o Open Banking?

Calma, calma, vou chegar lá

Imagine você que com o número de informações que possuímos hoje sobre um indivíduo, não precisamos mais trata-lo como um grupo, e sim com um olhar específico e direcionado, podemos montar nossas estratégias olhando os dados de um indivíduo e conquistando um a um, e não mais em grupo. Mas isso só é possível com sistemas extremamente eficientes, e muito empenho em análise de dados.

Pense bem, hoje o seu banco sabe se você tomou café na padaria, e depois disso se você foi ao mercado e abasteceu o carro na volta para sua casa, e sabe se você saiu para jantar ou pediu Ifood, enquanto comprava alguma futilidade no mercado livre.

Pense bem, com esse nível de informação é possível direcionar de forma assertiva o produto que faz sentido para você.

Um mundo de possibilidades se cria com essa quantidade de informações rolando.


Estratégia tecnológica

Bom, não é fácil trabalhar com esse número de informações e possibilidades, se pensarmos na tecnologia e processamento necessários para utilizar esses dados da melhor forma vamos ver que estamos mudando o patamar dos sistemas que estamos habituados.

Os dados estão no centro do debate, pois eles colocam o cliente no centro de tudo, com um olhar apurado.

Nesse sentido, surge a primeira solução de tecnologia, o Big Data será determinante para quem quiser dominar esse mercado. É preciso criar sistemas que consigam trabalhar esse montante de dados, lembrando que a decisão de arquitetura dentro das organizações, pensando em armazenamento e trafego desses dados é algo matador.

OK, ok estamos cheios de dados, mas e agora?

Entra em cena outro nome bastante falado nos dias atuais.

Analytics são os responsáveis por entender como os dados se correlacionam, e como eles contam uma história e traçam estratégias. É possível então utilizar os dados gerados para entender o seu cliente, e ir além até prever mudanças comportamentais para estar sempre a frente da concorrência.

Fechado, então já temos os dados e já descobrimos o que precisamos fazer, agora entra o próximo problema.

Grandes sistemas foram construídos ao longo de anos, com um histórico, inteligência e preparo descomunais. Bom, mas dado a dinâmica que temos agora não é mais possível criar sistemas ao longo de anos, precisamos muda-los e adapta-los em semanas, ou até mesmo dias.

Aqui entra uma nova necessidade, os Engenheiros e Arquitetos de Software traçam estratégias para sistemas altamente escaláveis e de fácil adaptação, orientados a microsserviços, ou seja, agora não adianta mais ter sistemas parecidos com grandes e lindas estatuas, precisamos de sistemas feitos de Lego, onde as mudanças e adaptações sejam apenas uma alteração da disposição das peças.

A metodologia não fica para trás, o Ágil fica cada vez mais forte, para suportar essa mudança. Não é mais viável trabalhar com metodologias waterfall, precisamos provar os conceitos gerados pela análise de dados, e para isso precisamos ser rápidos, para entender se realmente é aquele o caminho.

Estratégia de negócio

A primeira e mais forte mudança é a união com a estratégia técnica. Cada vez mais o negócio se envolve e faz parte da tecnologia. Não adianta criar sistemas que não atendam ao negócio, e não adianta pensar soluções que não atendem ao cliente. Por esse motivo é necessário que ambos caminhem na mesma direção.

Com a abertura dos dados cada empresa terá uma estratégia, dependendo do seu tamanho, histórico e objetivo.

Mas eu vejo basicamente duas frentes de ação, nessa guerra pelo melhor produto.

Estratégia de defesa

Pensando no trabalho tecnológico para viabilizar a disponibilização de dados, a primeira pergunta que vem é, “quando os dados forem compartilhados, meus clientes vão embora?” por esse motivo é importantíssimo entender o seu cliente, os dados dele já são de seu conhecimento, vale a pena investir para reter.

Entenda bem o seu cliente, afinal ele já possui um elo com você, e historicamente fugimos de mudanças, é da nossa natureza, portanto é mais fácil reter do que buscar novos clientes.

Estratégia de ataque

A busca de novos clientes será um trabalho difícil, é necessário preparar o negócio e a análise de dados para entender de forma rápida e dar soluções para atender as necessidades desses novos clientes.

EXPERIMENTAÇÃO, essa na minha opinião é a estratégia que mais deve ser utilizada, e quanto mais apurada maior a chance de sucesso.

Se analisarmos o cenário que se coloca, vamos notar uma grande correlação com modelos matemáticos e definições estatísticas, e nesse sentido, quanto maior o número de informações boas maior a chance de acerto. E qual a melhor forma de provar um conceito se não o colocar a prova. Isso mesmo precisamos provar nossos modelos estatísticos, comprovar que nossa análise de dados está correta e que conseguimos atingir o nosso cliente como esperávamos, e a melhor forma de fazer isso é experimentar o mais rápido possível.

E quando começa tudo isso?

Mas nem tudo são flores

Todos esses dados e essa riqueza de informações trafegando e um lado para o outro trazem um problema.

Segurança

Apesar de todos estarem preocupados com segurança e das APIS criadas possuírem protocolos bem definidos, ainda assim existe no mundo uma infinidade de pessoas com o mesmo ímpeto e dedicação e encontrar vulnerabilidades.

Em 2020 foi possível verificar um aumento significativo nos ataques as APIs de Open Banking da Europa (Reino Unido) e na Ásia, totalizando mais de 50% de ataques entre DDoS (com o intuito de apenas derrubar o serviço) e ataques para obtenção de dados.

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